Com o inicio do Verão a aproximar-se, resolvi conhecer Cabo Verde, um país plantado no meio do Oceano Atlântico, perto da costa ocidental do continente africano, formado por dez ilhas de origem vulcânica. Uma vez que são muitas ilhas e estão relativamente dispersas, a minha escolha recaiu na maravilhosa ilha da Boavista.
A ilha da Boavista, com a sua cidade mais importante, Sal Rei, é servida pelo Aeroporto Internacional Aristides Pereira, que dista cerca de cinco quilómetros desta cidade e está localizado na freguesia de Rabil. Este aeroporto é a mais importante porta de entrada para quem chega à ilha e possui no exterior uma numerosa frota de táxis e alguns autocarros, que se encarregam de fazer chegar os passageiros aos diversos risorts e à sua capital.
A Igreja de Santa Isabel é um templo católico que serve uma população maioritariamente cristã. A sua arquitetura simples remonta ao século XIX, apresentando um estilo modesto, agradável e acolhedor. Recentemente, o templo foi sujeito a pinturas e a obras de recuperação por ser considerado património da ilha. Releva-se ainda a sua importância histórica, uma vez que foi naquela igreja que se batizaram ilustres personagens da vida de Cabo Verde.
Ao falarmos dos cinquenta e cinco quilómetros de praias da ilha da Boavista, a primeira que nos vem à memória é a deslumbrante praia de Santa Mónica. Com cerca de onze quilómetros de extensão e um areal branco, transmite-nos uma sensação de imensidão infinita, onde as inúmeras dunas parecem entrar por aquela água azul-turquesa do Oceano Atlântico.
Outra praia que merece ser relembrada é a praia da Varandinha. Localizada na costa sul da ilha, possui uma areia áurea banhada por águas límpidas do Oceano. A presença de rochedos vulcânicos junto ao areal propicia grutas magníficas, possibilitando aos turistas o registo de fotografias deslumbrantes. Para lá destas rochas, podemos contemplar um planalto desértico que se estende para além do que os olhos conseguem ver, revelando uma paisagem árida e com cristas onduladas. Para além de toda esta beleza paisagística, poderemos ter a sorte de observar as tartarugas-cabeçudas a aproximarem-se das baías rochosas em busca de alimento. Além disso, se a visita coincidir com a desova, poderão encontrar alguns destes répteis a nidificar em terra. É certo que quem queira visitar esta praia terá de o fazer acompanhado por agentes turisticos ou por alguém muito experiente da região, dado que o acesso é feito por uma pista que requer perícia de condução em ambiente desértico, um conhecimento exigente de navegação e sempre em veiculos 4x4. No fundo, é um lugar isolado, sem qualquer infraestrutura de apoio criada pelo ser humano; ou seja, um verdadeiro lugar selvagem.
Contrariamente à Praia da Varandinha, nos vários resorts da ilha da Boavista a intervenção humana teve papel crucial para transformar locais "virgens" em belissimas infraestruturas, com a finalidade do lucro económico e da satisfação de todas as necessidades das pessoas que visitam a ilha. Estes resorts foram planeados e construídos - aproveitando a beleza natural que estas praias proporcionam - em espaçosas áreas externas e internas, onde edificaram inúmeras piscinas, parques desportivos, salas de refeição, alojamentos e outras infraestruturas de lazer e conforto, por forma a que os utentes consigam desfrutar de espetáculos noturnos, atividades físicas, música ao vivo e outros devertimentos, sem necessidade de sair do complexo. No fundo, estes complexos turísticos com tudo incluído, que têm como excelentes exemplos a Praia de Chaves e a Praia das Dunas, ficarâo certamente na memória de todos os hóspedes como locais maravilhosos.












